segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Post-Mortem

Monsieur Bouloir era um homem cujos apetites eróticos podiam ser discretamente descritos como post-mortem.
Frequentador assíduo de cemitérios, sua maior e mais orgulhosa conquista foi uma senhora, sessenta anos mais velha do que ele, falecida há doze.
O vigor com que ele fez amor fez com que seus ossos se deslocassem do esqueleto. E ele a compensou com o maior elogio que já houvera feito a qualquer outra mulher.


"Valeu a pena cavar."

Justine

Nossa estória trata de uma ninfa, chamada Justine, a mais bela donzela que já ingressara no convento, com um corpo tão firme e maduro que parecia uma pena entregá-lo a Deus.
Um dia, o bispo pousou-lhe a mão sobre a coxa. "Santo Padre", gritou ela, "Vim confessar meus pecados, não cometê-los novamente."
Indiferente, o velho padre virou-a no joelho e levantou suas saias acima dos quadris, expondo a pele rosada de seu traseiro. Ali, entre as esferas de seu ondulado rabo, repousava um botão de rosa enrubescido, implorando para ser colhido.


O resto do conto fica por conta da imaginação do caro leitor.